Mudanças na ferramenta de ALM para bancos de dados no Visual Studio “11”

A Microsoft introduziu, em 2005, uma ferramenta com uma proposta revolucionária: integrar o desenvolvimento de bancos de dados ao ciclo de vida da aplicação.

Nascia então o “Visual Studio 2005 Team Edition for Database Professionals” (*), que oferecia recursos como controle de versão para a estrutura (“schema”) de bancos de dados, testes de unidade para código de bancos de dados (ex. stored procedures e queries), geração de dados e mais.

Quando a Microsoft lançou o Visual Studio Team System 2008, renomeou o produto para “Visual Studio Team System 2008 Database Edition”. Até aqui, o DbPro (como era conhecido o produto) era um vendido à parte – ou seja, para usar esses recursos de DDLC (Database Development Lifecycle) era necessário adquirir o VSTS Database Edition ou o venerável VSTS Team Suite (que incorporava todos os recursos disponíveis na plataforma Team System).

O problema é que, diferente do que o time de produto tinha imaginado, o grande usuário dessa ferramenta não era o DBA, mas sim o próprio desenvolvedor. Afinal, é ele quem precisa modificar o banco de dados sempre que necessário, como parte do processo de construção da aplicação. Com isso os desenvolvedores acabavam tendo que comprar duas ferramentas (VSTS 2008 Development Edition e VSTS 2008 Database Edition) para suas atividades do dia-a-dia. Desnecessário dizer que ninguém estava feliz com isso…

imageEm 2010 veio a primeira grande mudança de posicionamento do produto. A Microsoft, a partir do feedback recebido dos clientes, decidiu juntar as duas ferramentas – VSTS Development Edition e Database Edition – num único produto: o novo Visual Studio 2010 Premium. Além da integração, veio também a possibilidade de gerenciar bancos de dados Oracle em complemento ao suporte original a SQL Server.

Ficou confuso com essa viagem no tempo? É, não é para menos… A ferramenta originalmente conhecida como DbPro (codinome “DataDude”) passou por muitas mudanças desde que foi lançada. A única constante era o fato de que, para usar a ferramenta, era necessário comprar um produto “premium” (Team System até 2008, VS Premium/Ultimate no 2010). E como se não bastassem tantas mudanças, vem aí mais uma mudança radical:

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SQL Server Data Tools (anteriormente conhecido como SQL Server Developer Tools, codinome “Juneau”) representa a nova versão da ferramenta de banco de dados anteriormente conhecida como DbPro, DataDude, VSTE for Database Professionals, VSTS Database Edition…

Reparou numa coisa estranha? Sim, agora o DbPro não é mais parte do Visual Studio. Os recursos de bancos de dados foram movidos para o SQL Server.

“Putz, agora ferrou tudo!!!” foi minha reação ao ficar sabendo da mudança. Mas antes de entrar em pânico, entenda o que muda:

  • Pontos positivos:
    • O DbPro/SSDT agora é gratuito. Sim, você leu direito. Gratuito. Você pode baixar o SSDT do site da Microsoft e usá-lo com qualquer SQL Server ao qual você tenha acesso;
    • Pode ser usado independentemente ou integrado ao Visual Studio (2010 ou Dev11). Mesmo se o seu Visual Studio for o Professional (mas não Express).
  • Pontos negativos:
    • Como é um novo produto, ainda não está claro quais são as implicações da migração da ferramenta do time de Visual Studio para o time do SQL Server. Agora é aguardar o lançamento do SQL Server 2012 para termos certeza do que mudou (se é que mudou).

Para mais informações sobre o SSDT, leia o post do Gert Drapers (o Data Dude original, pai do DbPro/”DataDude”):

http://blogs.msdn.com/b/gertd/archive/2011/10/17/sql-server-developers-tools-code-named-juneau-becomes-sql-server-data-tools-ssdt.aspx

Um abraço,
    Igor

(*) Estou para ver empresa que goste de nome de produto comprido como a Microsoft!

SVNBridge: Integre seu TFS 2010 com clientes Subversion

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Um dos grandes desafios de muitas empresas que pretendem migrar do Subversion para o TFS é: como integrar meu time – e suas ferramentas – ao novo servidor?

Se você usa ferramentas que oferecem suporte nativo ao TFS – como o Visual Studio, o Eclipse (com o Team Explorer Everywhere) ou até mesmo o IntelliJ IDEA – fica mais fácil. O problema é quando o time está usando ferramentas que só sabem falar com o Subversion, tal como o Adobe Dreamweaver ou o Apple Xcode.

Para esses casos, uma alternativa pode ser o SVNBridge – um tradutor de protocolos (ou “bridge”) que emula o protocolo do Subversion, “enganando” os clientes como o Dreamweaver ou o Xcode e fazendo-os acreditar que estão conectados a um repositório Subversion, quando na verdade estão falando com o TFS.

O SVNBridge foi criado pelo time do CodePlex para que clientes SVN (em especial o TortoiseSVN) pudessem ser usados para conexão com os TFS oferecidos pelo serviço CodePlex. O time percebeu que muitas empresas poderiam se beneficiar disso e portanto decidiram compartilhar o código.

Se você já usa (ou pretende usar) o TFS e tem pessoas no seu time que dependem de ferramentas que não “falam” TFS mas “falam” Subversion, experimente o SVNBrigde!

Um abraço,
    Igor